Queda de braço nos bastidores do Fluminense

Nome de ex-cartola entra em pauta, mas forte rejeição faz presidente bater o pé

Peter Siemsen recebe o abraço de Celso Barros durante a cerimônia de posse (Foto: Alexandre Loureiro)Até onde vai o poder do homem-forte da patrocinadora do Fluminense, Celso Barros? Esta é a questão que o novo presidente do clube, Peter Siemsen, tenta entender e responder nos primeiros meses de mandato. Nesta terça-feira, por exemplo, o dirigente teve mais um pepino para resolver: o retorno ou não do ex-vice de futebol Tote Menezes, amigo do mandatário da Unimed.

No início da tarde, Tote confirmava que estava de volta.

– Com a experiência que tenho, venho para ajudar como colaborador. Vou passar alguma experiência ao lado do Alcides (vice de futebol), que fica muito sozinho – disse à Rádio Brasil, alegando ainda ter ajudado Siemsen nas eleições.
De fato, o apoio aconteceu. A pedido de Celso Barros e com o consentimento de Alcides Antunes, Tote teria um cargo administrativo, ajudando nas questões ligadas ao departamento de futebol. Porém, com o vazamento da notícia, uma forte rejeição vinda da torcida, de dirigentes e sócios do clube e, principalmente, do grupo político que apoiou Siemsen, o presidente voltou atrás e, após reunião à tarde na sede da patrocinadora do clube, vetou o retorno de Tote de maneira oficial.

Esta não é a primeira vez que Siemsen se vê diante de uma polêmica interna. Durante toda a campanha, ele descartou a possibilidade de contar com Alcides na vice-presidência de futebol. Porém, por conta da pressão de Celso Barros e do bom trabalho exercido por Antunes em 2010, ele acabou sendo mantido.

Agora, porém, no caso de Tote, o grupo político que o apoiou, que é imensa maioria no Conselho Deliberativo, nos cargos da diretoria e que sempre foi contrário a Menezes, parece ter mostrado seu peso.

Tentamos entrar em contato com Siemsen, porém ele alegou estar ocupado e não pôde responder aos questionamentos.

AJUDA INDIRETA HÁ TEMPOS

Tote Menezes deixou a diretoria em agosto de 2009 e, após um tempo longe, voltou a colaborar de forma indireta. Ainda na gestão Horcades, ele começou a ter livre acesso aos departamentos do Tricolor e, desde então, é figura carimbada no camarote da patrocinadora em jogos da equipe.

A função de colaborador, de fato, já é exercida, e a tentativa de retorno nesta terça seria apenas uma espécie de “oficialização” do cargo.

Após toda a polêmica, no fim da tarde ele mudou o discurso:

– Não tem nada de oficial. Eu estou no dia a dia do clube e sou muito amigo do Celso Barros – disse, enquanto jogava pôquer com os amigos.

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