Edinho reencontra time no qual jogou por salário mínimo

Revelado pelo Boavista (antigo Barreira), volante Edinho já teve sua carreira salva por R$ 151

O retorno ao Rio de Janeiro, ao ser contratado pelo Fluminense no início do ano, já trouxe o niteroiense Edinho de volta às origens. Mas será no próximo sábado, contra o Boavista, pela semifinal da Taça Guanabara, que o volante tricolor voltará no tempo, relembrando um dos momentos mais marcantes de sua carreira. Revelado pelo clube de Saquarema, antigo Barreira, Edinho tinha apenas 15 anos quando chegou perto de largar o futebol. Mas teve o futuro salvo por R$ 151, valor do salário mínimo na época.

– Fui procurado pelos pais de Edinho. Eles disseram que o menino deixaria o futebol para arrumar um emprego, pois precisavam do trabalho do filho para ajudar na renda familiar. Pedi um tempo e disse que arrumaria esse salário mínimo para o garoto. Conversei com a diretoria do clube e argumentei que seria válido investir no atleta. O pedido foi aceito e ele pôde dar continuidade à carreira – contou Antônio Carlos Roy, treinador que promoveu Edinho com apenas 16 anos.

Flu treina forte na praia para duelo com Boavista

Uma promessa realmente acima da própria faixa etária. Desde que chegou ao então Barreira, em 1998, Edinho ficou apenas quatro meses no infantil antes de ser promovido por Roy ao juvenil. Quando chegou ao cargo de auxiliar técnico do time profissional, o treinador puxou o volante direto para o grupo principal.

– Ele sempre jogou acima de sua categoria – lembrou Roy, que, hoje, treina o time do Madureira.

A oportunidade de mais lembranças e reencontros na semifinal de sábado já mexe com Edinho, saudoso de sua época no Barreira – O jogo vai me trazer um sentimento diferente. Mas eu queria mesmo que fosse em Saquarema.

COM A PALAVRA:

Antônio Carlos Roy (Descobriu Edinho no Barreira em 1999)

Edinho chegou ao Barreira com 15 anos. Na época, eu era auxiliar dos profissionais e técnico do juvenil e logo o puxei para minha categoria. Com 16 anos, estreou como profissional. Edinho era alto e muito forte fisicamente para a idade. A equipe teve um problema na lateral direita, ele jogou e correspondeu. Já o aproveitei como meia também. Ele é polivalente desde o início da carreira.

João Silva (supervisor técnico do Boavista desde 2002)

Edinho sempre foi um grande garoto e nunca deu problema para ninguém no clube. Ele chegou aqui com 12 anos de idade e tenho certeza que fez muitas amizades e guarda boas lembranças da época em que fazia parte, principalmente, das categorias de base. Acabamos tendo um maior contato por conta de sua transferência para o Internacional, que era inevitável. Sabíamos que seria um grande jogador.

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