Recusas recentes mostram que dinheiro não é tudo

Cuca, Dorival Jr. e Felipão rejeitam proposta milionária do Flu: instabilidade nas Laranjeiras assusta

Muricy Ramalho, que recebia cerca de R$ 600 mil mensais, pediu para sair. Na busca por um substituto, a diretoria do Fluminense fez propostas milionárias por Dorival Júnior, Cuca e Felipão, sendo prontamente rejeitado pelos três. A inusitada situação levanta uma questão nas Laranjeiras: até que ponto a insegurança profissional, causada por conflitos políticos no clube, tem interferido no poder financeiro do patrocinador.

Os salários astronômicos oferecidos pela parceira Unimed-Rio já não são mais suficientes para seduzir os principais nomes do mercado. E, agora, não são garantias nem mesmo para manter aqueles que já estão no clube. O Fluminense foi a segunda passagem mais rápida da carreira de Muricy (10 meses, contra seis no Palmeiras).

Nome preferido pelo clube para assumir a gestão do departamento de futebol, Felipe Ximenes lamentou não poder voltar às Laranjeiras, mesmo com uma proposta três vezes maior do que seu contrato no Coritiba. A estabilidade no clube coxabranca foi determinante na decisão.

– Não é pela parte financeira. Simplesmente não quero ser reconhecido profissionalmente como uma pessoa que não termina seus projetos.

A perda de poder por parte das cifras da patrocinadora é consequência da crise política em um clube recheado de mudanças no comando.

Desde 2008, quando começou o segundo mandato do ex-presidente Roberto Horcades, foram oito, a maior entre os quatro grandes do Rio. Nas Laranjeiras, pelas mãos da patrocinadora, paga-se bem e em dia. Mas ainda que o futebol seja cada vez mais um negócio, nem sempre o dinheiro é suficiente.

AUTONOMIA NO COMANDO VALE MAIS

Há cerca de 11 anos, a falta de poder aquisitivo é uma característica que não pisa nas Laranjeiras. Desde 1999, na disputa da Série C do Brasileiro, o Fluminense tem em seu patrocinador um pulmão cheio para contratações. Mas, ao mesmo tempo, convive com a influência, cada vez mais frequente e considerada normal, do presidente da Unimed-Rio, Celso Barros, nas principais decisões do clube.

Em mais de uma década de parceria, muitos foram os profissionais que passaram pelo clube e reclamaram de falta de autonomia no comando do futebol. E Muricy Ramalho foi o último a, ainda que de forma velada, alfinetar a política de gestão do clube ao dizer que seu pedido de contratação de zagueiros nunca fora atendido. E o mercado da bola já mostra estar a par dessa característica da diretoria tricolor.

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