Parceria entre Flu e Unimed começa a sofrer abalos

Presidente da Unimed, Celso Barros, já enfrenta resistência dentro das Laranjeiras e Peter busca novas fontes

Peter Siemsen recebe o abraço de Celso Barros durante a cerimônia de posse (Foto: Alexandre Loureiro)Apesar da vitória na Libertadores, que amenizou a crise política nas Laranjeiras, o presidente da patrocinadora do Fluminense, Celso Barros, já não vive mais seus dias de unanimidade no clube. O confronto constante de ideias com o presidente tricolor Peter Siemsen e seu grupo político, a Flusócio, vem minando o relacionamento entre os dois e a parceria caminha para o fim definitivo, em dezembro. Enquanto Celso Barros já enfrenta resistência dentro da própria Unimed-Rio, Peter começa, de forma informal, a buscar outras possibilidades de patrocínio para 2012.

Na tradicional reunião anual entre médicos cooperados e a diretoria executiva, realizada há cerca de duas semanas, Celso foi questionado, pela primeira vez de forma incisiva, sobre o alto valor do patrocínio ao Tricolor. Diante das perguntas, o pediatra chegou a colocar os cargos de sua diretoria à disposição, atitude que foi imediatamente contornada. Mas deixou claro que a renovação do contrato de parceria ficará, agora, a critério dos cooperados.

Nas Laranjeiras, Peter Siemsen trabalha de maneira discreta. Respaldado pelo novo contrato de direitos de transmissão com a TV Globo, que gira em torno de R$ 56 milhões, o mandatário conta com a ajuda da empresa de marketing esportivo Traffic, atual parceira do clube. Peter já autorizou os executivos a pesquisar no mercado empresas que possam se interessar em patrocinar o Fluminense a partir de 2012, projetando a possibilidade de não renovar com a Unimed-Rio.

MAIOR PATROCÍNIO DO CENÁRIO ATUAL

Na mesma reunião com os cooperados da Unimed-Rio, após apresentar os resultados de 2010 e o planejamento de 2011, Celso Barros prestou contas sobre os valores gastos com patrocínio. No total, são R$ 6 milhões/mês voltados para marketing e patrocínio, valor que respeita a cota máxima de 3% do faturamento mensal da empresa. Especula-se que, desse montante, cerca de R$ 5 milhões vão para os cofres das Laranjeiras todo o mês, principalmente para pagamento de salários dos principais jogadores, como Fred, Deco, Conca e Emerson, o que representaria o maior patrocínio do futebol brasileiro: perto de R$ 60 milhões/ano.

Tudo dentro da mais completa legalidade. Mas, mesmo com o fim da parceria, os contratos com os jogadores continuarão em vigor, já que só podem ser rescindidos pelo Fluminense.

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  1. […] Parceria entre Flu e Unimed começa a sofrer abalos (via Blogão do Fluminense) Publicado em março 31, 2011 por Eduardo Bernardes Presidente da Unimed, Celso Barros, já enfrenta resistência dentro das Laranjeiras e Peter busca novas fontes Apesar da vitória na Libertadores, que amenizou a crise política nas Laranjeiras, o presidente da patrocinadora do Fluminense, Celso Barros, já não vive mais seus dias de unanimidade no clube. O confronto constante de ideias com o presidente tricolor Peter Siemsen e seu grupo político, a Flusócio, vem minando o relacionamento entre os doi … Read More […]

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