Apedrejado em 2009, Flu se prepara para guerra, mas clama por paz

Na última vez que esteve em Assunção, Tricolor foi alvo da ira da torcida do Cerro. Gum e Marquinho relembram e se dizem ‘preparados para tudo’

O passado tanto recente quanto distante fazem com que seja impossível que os jogadores do Fluminense não entrem em campo, nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no estádio Defensores del Chaco, para encararem o Libertad, pelas oitavas de final da Libertadores, prontos para uma guerra. Seja ela dentro de campo, com a bola nos pés, ou fora dele, esquivando-se de socos, pontapés ou até mesmo pedras, como na última vez em que visitou o Paraguai.

A recordação mais recente, evidentemente, é da batalha do estádio Diego Armando Maradona, há duas semanas, quando os atletas do Argentinos Juniors iniciaram uma pancadaria generalizada após a classificação do Flu com a vitória por 4 a 2. Entretanto, a capital paraguaia também não traz boas lembranças para o time das Laranjeiras. Mais uma vez não pelo desempenho em campo, mas pelo que aconteceu após os 90 minutos.

Em 2009, o Fluminense esteve em Assunção para encarar o Cerro Porteño no dia 11 de novembro em partida válida pela semifinal da Copa Sul-Americana, em “La Olla Azul y Grená”, palco da equipe mais popular do país. Com bola rolando, triunfo brasileiro por 1 a 0, gol de Fred. Ao apito final, entretanto, o fair-play passou longe do estádio. Não por conta dos jogadores, que desceram para o vestiário. Por sua vez, os torcedores não arredaram o pé das arquibancadas e causaram uma verdadeira chuva de pedras, que fez com que o elenco tricolor permanecesse em campo por mais 30 minutos.

– Todo mundo lembra daquele jogo. Foi difícil, complicado, vencemos com muita luta e depois ainda tivemos toda aquela confusão. A torcida não parava de jogar pedra. Até atingiu um policial que ficou com um corte na boca. O Fluminense desde que eu cheguei graças a Deus tem tido possibilidade de buscar títulos, mas é sempre desse jeito, com muita luta – recordou o zagueiro Gum, que não foi atingido por nenhum pedregulho, mas foi acertado em cheio pelo cotovelo do atacante Nani no jogo da volta, no Rio de Janeiro, o que lhe rendeu cinco pontos no supercílio.

Na ocasião, o único atingido foi um policial paraguaio. O golpe, por sua vez, acabou sendo importante para que as autoridades locais dessem a proteção necessária para que o Flu se dirigisse ao vestiário. Outro remanescente deste confronto, Marquinho lembrou também a batalha campal da partida decisiva, no Maracanã.

– Foi lamentável o que aconteceu tanto aqui quanto no Maracanã no confronto com o Cerro. Torço para que isso não se repita. É algo que só faz mal e só mancha o futebol. Acabam esquecendo um pouco o jogo e mudando o foco para a briga.

O tratamento cordial entre brasileiro e paraguaios na partida de ida, no Engenhão, porém, faz com que Marquinho acredite em um encontro pacífico no estádio Defensores del Chaco.

– Acredito que seja uma coisa mais tranquila, até pelo que aconteceu no jogo da ida. Todos os jogadores conversaram em campo, se trataram bem. Além disso, viemos mais preparados, com mais seguranças, apoio (NR: ao todo, dez seguranças acompanham o Flu em Assunção. Oito a mais do que de costume). Acredito que não vá acontecer nada demais.

Previsão que o jogador espera que seja confirmada. Caso aconteça o contrário, ele avisa:

– Temos que estar preparados para tudo dentro e fora de campo.

O Fluminense entra em campo nesta quarta-feira com a vantagem de poder perder por um gol de diferença para chegar às quartas de final da Libertadores para encarar Vélez Sarzfield, da Argentina, ou LDU, do Equador.

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