Voo fretado decola eufórico e aterrissa amargurado

Ação de marketing é realizada com sucesso, mas time frustra em campo

Tudo feito na mais perfeita organização. O voo fretado que o Fluminense disponibilizou para seus torcedores tinha tudo para se tornar uma viagem somente de boas lembranças para quem esteve a bordo. Porém, a euforia que tomou conta na ida a Assunção, contrastou com a tristeza do retorno após o fracasso e a consequente eliminação da equipe tricolor na Copa Santanderr Libertadores.

O VOO DE IDA PARA O PARAGUAI

Já às 10h30, ninguém menos que Romerito, a figura homenageada pela ação entitulada de “Tricolor em toda terra”, recebia um a um os passageiros. Com um guichê exclusivo para o atendimento dos torcedores, os funcionários agilizavam o check-in ao mesmo tempo em que distribuíam um kit portando uma camisa oficial com o nome do ídolo, um boné, e um CD com os 20 maiores gols da História do clube.

Os tradicionais cânticos dos estádios, logicamente, também não ficaram fora. As formalidades das viagens aéreas, definitivamente, ficaram para trás, e até mesmo o presidente, Peter Siemsen, entrou na onda.

CHURRASCARIA

Assim que o voo aterrissou em solo paraguaio, ônibus de turismo já aguardava para o translado até uma churrascaria escolhida pelo próprio Romerito. Em clima tipicamente brasileiro, ao som de samba e música popular, os tricolores iam tomando o restaurante. Enquanto gols históricos do ídolo passavam nos telões, todos já “esquentavam a garganta” para o jogo.

O JOGO

A chegada ao estádio foi tranquila e escoltada pela polícia local. Torcedores do Libertad (PAR), num clima de paz, interagiam com os tricolores e até tentavam aprender algumas músicas do Fluminense. Rapidamente, todos adentraram o Estádio Defensores Del Chaco e se posicionaram atrás de um dos gols. Dentre eles, estava Romerito, como um simples torcedor de arquibancada.

TENSÃO

Com o Fluminense jogando mal, os torcedores mesclavam momentos de apoio com outros de nervosismo. Mas como o primeiro tempo acabou em 0 a 0, resultado que classificava a equipe, o humor ainda estava em alta, a ponto deles se aventurarem, animadamente, com os “podrões” (hamburgueres) paraguaios.

TRISTEZA E REVOLTA

O segundo tempo, entretanto, veio como um balde de água fria para os torcedores que desembolsaram R$ 1.600 para o pacote exclusivo de viagem. Vendo um time apático em campo, eles assistiram aos três gols do Libertad (PAR) como verdadeiras punhaladas. No fim, sobrou revolta, principalmente para o goleiro Ricardo Berna e para o atacante Fred.

A VOLTA

Em clima fúnebre os tricolores retornaram ao aeroporto de Assunção na companhia de Romerito, que apesar de não ter que voltar ao Brasil, fez questão de acompanhá-los até o momento do embarque. Peter Siemsen também esteve presente, cumprindo a palavra mesmo após a dura derrota. O voo, que anteriormente foi embalado por alegria, acabou sendo tomado pelo silêncio e o cansaço.

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