Peter Siemsen: ‘Apesar do pouco tempo no cargo, já avançamos muito’

Em correspondência destinada aos sócios do Fluminense, presidente faz um balanço de seus primeiros quatro meses de gestão nas Laranjeiras

Em correspondência enviada aos sócios do Fluminense na última semana, o presidente Peter Siemsen fez um balanço de seus primeiros quatro meses de gestão nas Laranjeiras. O mandatário tricolor falou sobre as obras que estão sendo feitas no clube, analisou a situação financeira da instituilção, comentou os próximos passos do futebol e garantiu que Xerém terá total prioridade em sua gestão. Confira abaixo a entrevista completa publicada no site oficial do Fluminense:

Que avaliação o presidente faz da situação do clube após 120 dias de trabalho?
Em poucas palavras: é uma situação difícil, mas que tem solução se o clube tiver um plano e se organizar. No lado financeiro, só a vigilância e a disciplina podem tirar o Fluminense do quadro em que se encontra. São mais de R$ 380 milhões em dívidas e temos que cuidar disso. Este ano vai ser apertado porque R$ 34 milhões em receitas de 2011 já foram usadas ano passado. Mas há solução se a gente perseverar. Há também a questão trabalhista. São quase 500 ações contra o Fluminense. Só no futebol, 90 atletas entraram com ações na Justiça nos últimos seis anos.

Como analisa esses primeiros meses de gestão?
Apesar do pouco tempo, avançamos.Na área trabalhista mesmo, por exemplo, já pagamos R$ 6 milhões em dívidas desde que assumimos. Voltamos a recolher FGTS e impostos retidos na fonte, o que não era feito desde 2005. Estamos revendo contratos, buscando condições mais vantajosas para o clube. Renovamos com a Adidas, com a TV Globo em valores bem superiores aos contratos anteriores. Aos poucos, estamos recuperando as instalações da sede. No estacionamento, que hoje é exclusivo para sócios, aumentamos a arrecadação em mais de 60%, dinheiro que vem sendo aplicado integralmente no patrimônio. Fizemos intervenções no Parque Aquático, contratamos a melhor empresa de manutenção de campo de futebol, reformamos a churrasqueira, os vestiários do futebol profissional, a rouparia. Quem vai ao clube já percebe as obras. Há, ainda, um longo caminho pela frente. É preciso investir em tecnologia para reduzir despesas, controlar os processos. Estamos trabalhando em todas as frentes.

Como fazer o sócio das Laranjeiras participar do processo de mudança?
Nossa gestão quer ouvir o sócio e estar perto dele. Vamos reformular nossa Ouvidoria, criar canais em que o sócio fale e seja ouvido. Vamos investir em nossa sede, recuperá-la, oferecer aos frequentadores um ambiente mais organizado, profissional, onde ele se sinta à vontade. O sócio é nosso maior patrimônio. Estamos exigindo uma melhor oferta de serviços dos concessionários, porque o sócio precisa ser bem tratado.

E para o futebol? Quais são os próximos passos?
Temos um clube campeão brasileiro, mas um clube quebrado. Este modelo precisa ser revisto. Queremos um time campeão, com resultados estáveis, mas não queremos as dívidas. O prêmio do Brasileiro (R$ 8 milhões) ficou retido porque o Fluminense tinha uma dívida de R$ 15 milhões com o Clube dos 13. Num ano, lutamos contra o rebaixamento e no outro, somos campeões. É um exemplo de esgotamento do modelo anterior. Contamos com um patrocinador forte, a Unimed, que nos acompanha há 13 anos. Temos condições de mudar a filosofia sem sofrer traumas ou perder as estrelas do time. No fundo, o futebol precisa ter uma estrutura profissional, com gerente-executivo, coordenador, comissão técnica e elenco. E além das estrelas, o clube precisa ser rentável com a formação de novos atletas. A chegada do Enderson Moreira deu início a essa nova fase. Ele é o auxiliar técnico permanente do clube e terá papel fundamental na transição de jogadores da base para o time principal.

Neste modelo, como será tratado o centro de treinamento em Xerém?
Com total prioridade. Não há como falarmos em rentabilidade do futebol sem investirmos na formação de jogadores. Trouxemos profissionais com experiência para tocar este projeto, como o Jorge Macedo, que veio do Internacional de Porto Alegre. Vamos também melhorar a infraestrutura de Xerém. Infelizmente, a realidade que encontramos lá é muito ruim. Já demos início às obras, mesmo com todas as conhecidas dificuldades de caixa. Começamos pelo alojamento e vamos reformar quatro campos, inclusive implantando um sistema de irrigação e drenagem.

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