Muricy: ‘Peter Siemsen não me queria como treinador’

Atualmente no Santos, ex-técnico do Fluminense revela que mal-estar com novo presidente o fez deixar o clube

Ao contrário do que havia dito à época de sua saída do Fluminense, o técnico Muricy Ramalho, hoje no Santos, afirmou que não deixou o clube carioca pela falta de uma melhor infraestrutura. Segundo o treinador, o motivo foi a falta de entendimento com o novo presidente do Flu, Peter Siemsen.

– Ele (Peter Siemsen) não me queria como treinador, eu senti isso e depois decidi que não ia mais treinar o Fluminense. Por causa da eleição, houve uma caça às bruxas no clube e isso causou muita instabilidade no time – afirmou Muricy, em entrevista ao Esporte Interativo, em seu sítio em Ibiúna, interior de São Paulo.

Campeão brasileiro ano passado pelo Tricolor, o técnico ainda relembrou o episódio do convite feito pessoalmente pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para que ele assumisse a Seleção Brasileira. O sonho do treinador não virou realidade por conta de seu contrato com o Fluminense.

– Eu aceitei ser o técnico, mas a conversa emperrou no Fluminense, que exigiu que eu cumprisse o contrato. Nunca falei sobre dinheiro ou tempo de contrato com o Ricardo Teixeira – comentou Muricy Ramalho, que ainda não descartou o desejo de comandar a Seleção no futuro.

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