Fla-Flu: ataques em campo na base do improviso

Rivais deste domingo terão muitos problemas a resolver

O clássico entre Flamengo e Fluminense neste domingo terá uma semelhança para ambos os times. Os dois convivem com problemas nos ataques e até inventar um novo modo de armar as equipes e os bancos de reservas estão sendo cogitados devido à escassez de jogadores disponíveis para o setor ofensivo.

Do lado tricolor, o técnico Abel Braga vai escalar pela primeira vez a dupla de ataque com Rafael Moura e Ciro. O primeiro volta de suspensão por causa de uma expulsão e o segundo ainda dá seus primeiros passos com a camisa do Fluminense.

He-Man era o responsável pelos únicos dois gols marcados por atacantes até a última partida, quando Ciro fez mais dois na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-PR.

Empolgado por poder fazer dupla com Ciro, Rafael Moura elogiou a qualidade do companheiro: – Ele se movimenta muito, teve uma passagem excelente pelo Sport e pela Seleção de base. Ciro completa muito bem o atacante de referência e está vivendo uma fase excelente. Vai nos ajudar muito.

No Flamengo o problema é ainda maior. Com um elenco enxuto, Luxemburgo teve de chamar Diego Maurício às pressas para ter alguma opção ofensiva no banco de reservas depois da venda deWanderley para o Al Arabi, do Qatar.

Diego Maurício estava com a Seleção sub-20, que vai disputar o Mundial, e não seria chamado de volta por causa de problemas disciplinares. Com isso, haveria apenas o titular Deivid para a posição.

– Eu já conversei com a diretoria e passei as necessidades que temos para o ataque. Pedi também a liberação do Diego Maurício para o clássico contra o Fluminense – explicou o treinador.

‘TAMBÉM SOU EMOTIVO’

Ciro pode ser quem mais demonstra suas emoções, mas não é o único jogador emotivo do ataque do Fluminense. Sempre sério, dono de poucos sorrisos nas entrevistas, Rafael Moura afirmou que também se emociona em campo. O atacante defendeu o companheiro de quem considera ruim o choro no gramado e destacou os motivos para isso:

– Todas as pessoas têm dificuldades na vida, alguma necessidade de desabafar. No jogo passado ele se emocionou, foi a perda do pai, o primeiro gol por um time grande como o Fluminense. Eu também tenho as minhas emoções. Um homem não se diminui em nada com um choro. He-Man garantiu que a ansiedade para o clássico existe, mas que não atrapalha. Diante dos números ruins da defesa do Flamengo no Brasileiro, o jogador disse que isso não pode ser levado em consideração em clássicos.

NO FLA, GOLS ESTÃO POLARIZADOS

O gol sobre o São Paulo garantiu ao Flamengo a condição de ataque mais positivo do Campeonato Brasileiro, ao lado do Inter, com 17 gols em oito jogos. O bom desempenho do setor pode ser atribuído a dois jogadores em especial.

Ronaldinho e Deivid, juntos, anotaram nove gols. O camisa 10 é o artilheiro do time na competição, com cinco gols, seguido pelo camisa 9, que fez um a menos. Além dos dois titulares, somente outros cinco jogadores conseguiram marcar pelo RubroNegro no Brasileiro.

Thiago Neves, Renato, Bottinelli, Diego Maurício e Egídio, que foi emprestado ao Ceará, dividem os outros oito gols. O argentino Bottinelli, após deixar sua marca diante do Tricolor paulista, chegou ao terceiro na competição e entrou na disputa pela artilharia do Flamengo, com Ronaldinho e Deivid.

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