Fiasco de público e renda marcou jogos às 21h no BR

CBF anunciou mudança no horário das partidas nesta terça-feira

A tentativa da CBF de inovar e colocar um jogo por fim de semana do Brasileirão no horário das 21h não deu certo. Além da reclamação dos clubes, o cenário foi de estádios vazios e queda na arrecadações com ingressos. Apesar de não ter dado maiores detalhes, a entidade que rege o futebol brasileiro sofreu uma pressão dos fatos para promover a “nova padronização dos horários dos jogos”, anunciada nesta terça.

A diferença da média de público do sábado à noite para a média total do Brasileirão é de um pouco mais de 4 mil torcedores por jogo. Se a comparação for por horário, o desempenho é mais pífio ainda, já que até as partidas de quinta-feira, também às 21h, têm mais público (cerca de 10,5 mil/jogo).

Para se ter uma noção do problema, só dois jogos às 21h tiveram público maior que a média do Brasileiro. O primeiro foi Vasco x Figueirense, quando o time da Colina (que havia acabado de ser campeão da Copa do Brasil) pegou uma carona na apresentação de Juninho Pernambucano para lotar São Januário. O segundo foi Atlético-MG x Figueirense (veja a lista completa abaixo).

A maior vítima do horário foi o Figueirense, com quatro partidas já disputadas na sessão das 21h de sábado. E diante de um turno de sofrimento, a diretoria comemorou a decisão.

– Ficamos muito felizes com essa alteração, porque sofremos com esse horário das 21h. Acho que os outros clubes também ficaram. Sábado à noite é um horário muito ingrato para o futebol, não combina. Agora esperamos que o torcedor vá mais aos jogos – disse o gerente de futebol do Figueira, Chico Lins.

Para ele, a CBF deve ter aprendido com a experiência frustrada deste ano.

– Talvez a CBF pudesse mudar isso mais cedo. De qualquer forma a experiência foi válida, mas não vingou. Fica a lição. É claro que tem dedo da emissora que transmite os jogos nessa mudança. Eles também não devem ter tido o lucro que esperavam com esses jogos no sábado. Agora vai ficar melhor para todo mundo – finalizou.

Mas como a mudança só entra em vigor a partir do dia 20, ainda ocorrerá mais uma partida às 21h: Botafogo x América-MG, no Engenhão, no próximo sábado. Será que a despedida será melancólica, assim como toda a trajetória do horário neste Brasileiro?

DESEMPENHO DE PÚBLICO E RENDA ÀS 21H

Santos x Internacional (1ª rodada)
Público/Renda: 4.532 – R$ 78.178,00

São Paulo x Figueirense (2ª rodada)
Público/Renda: 9.931 – R$ 234.401,00

Figueirense x Atlético-GO (3ª rodada)
Público/Renda: 6.913 – R$ 73.640,00

Vasco x Figueirense (4ª rodada)
Público/Renda: 17.777 – R$ 53.015,00

América-MG x Cruzeiro (5ª rodada)
Público/Renda: 5.027 – R$ 87.145,00

Cruzeiro x Coritiba (6ª rodada)
Público/Renda: 5.256 – R$ 12.993,75

Atlético-PR x Avaí (9ª rodada)
Público/Renda: 10.045 – R$ 132.110,00

Santos x Atlético-PR (10ª rodada)
Público/Renda: 4.717 – R$ 84.700,00

Flamengo x Ceará (11ª rodada)
Público/Renda: 6.154 – R$ 123.480,00

Palmeiras x Atlético-MG (13ª rodada)
Público/Renda: 9.983 – R$ 259.500,00

Atlético-MG x Figueirense (15ª rodada)
Público/Renda: 15.689 – R$ 73.117,50

Média de público às 21h – 8.730 pagantes/jogo
Média de público do Brasileirão – 13.060 pagantes/jogo

Média de arrecadação às 21h – R$ 110.207,30/jogo
Média de arrecadação do Brasileirão – R$ 260.113,82/jogo

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