Fla e Flu iniciam conversas por gestão do Maracanã

Presidentes Patricia Amorim e Peter Siemsen estudam parceria para gestão do estádio após a Copa do Mundo de 2014

Unidos pelo Marca - Presidentes de Fla e Flu já iniciaram conversas para tentarem gestão em parceria do novo estádio após a Copa do Mundo de 2014 (Fotos: Paulo Wrencher)Patricia Amorim e Peter Siemsen, presidentes de Flamengo e Fluminense, respectivamente, já iniciaram conversas sobre a possibilidade de os dois clubes participarem juntos da licitação para gestão do novo Maracanã após a Copa do Mundo de 2014.

As tratativas estão em estágio inicial, mas já há o consenso entre as partes de que a dupla Fla-Flu, unida, terá mais chances de vencer a concorrida disputa pelos direitos da nova arena multiuso.

– Estamos conversando sim com o Fluminense. É tudo muito embrionário, mas é importanteconversar agora para entender comofunciona esse processo de licitação – explicou Patricia Amorim.

A Traffic também nutre o interesse pela participação no estádio e pode entrar como um terceiro elemento na parceria. O seu bom relacionamento com os dois clubes facilitaria isso. A empresa paga R$ 1 milhão de R$ 1,3 milhão de salário que Ronaldinho Gaúcho recebe no Flamengo, além de ter contrato firmado com o Fluminense, no qual explora o marketing e outras fontes de renda do clube das Laranjeiras.

– Sempre foi desejo nosso atuar na gestão do Maracanã e contamos com o bom relacionamento que temos para talvez prestarmos apoio na gestão do lado comercial do estádio – disse o diretor Fernando Gonçalves.

– A atividade da Traffic também está nisso, na administração de arenas esportivas – completou o presidente da empresa, Júlio Mariz.

Para Flamengo e Fluminense, a possibilidade de realizarem a cogestão do Maracanã seria talvez a última chance de evitarem a construção de estádios próprios. A dupla, porém, ainda tem um caminho longo pela frente. Até agora, não houve contato com representantes do Governo do Estado sobre o assunto.

– Para nós, falta nos aproximarmos do estado. Vamos formalizar isso – disse Peter Siemsem

Secretária: estádio não será restrito à dupla

A secretária de Esporte e Lazer do Estado do Rio, Marcia Lins, afirmou que Fluminense e Flamengo terão condição de participar da licita ção do novo Maracanã após a Copa do Mundo de 2014. Entretanto, ela não garante que isso representar à exclusividade de uso em caso de sucesso do projeto da dupla.

– O mais importante é que o Maracanã não poderá perder o caráter universal que possui. Ele não pode ser a casa de um ou dois clubes, mas sim do futebol brasileiro. Nada impedirá que Vasco e Botafogo também atuem no estádio – disse.

A secretária explicou ainda que o Estado está atento para que não aconteça no estádio os mesmos problemas que o Botafogo enfrenta hoje com o Engenhão.

– Sabemos das dificuldades que o Botafogo tem e acreditamos que o grupo que conseguir os direitos do Maracanã será composto por vários elementos capazes de administrar o estádio como ele merece, não apenas o futebol, mas também a realização de eventos, o museu do futebol, e todas as outras aplicações que são naturais a uma arena multiuso – afirmou.

A secretária frisou que o Estado não definiu qual será o molde do edital de concessão que deverá ser divulgado após a Copa de 2014.

CONFIRA O BATE-BOLA COM O PRESIDENTE PETER SIEMSEN

Como estão as conversas com a Patricia Amorim?

Já iniciamos conversas preliminares com alguns interlocutores, mas ainda temos uma posição muito embrionária. Não existe umaproposta, ainda estamos avaliando isso. Mas Flamengo e Fluminense têm o interesse de tornar o estádio a casa de ambos.

Por quê?

Há o interesse de termos participação na renda e na receita que o estádio gera, na propaganda no estádio, nos pontos de exposição de marcas. Mas ainda não definimos como pretendemos negociar isso. Para nós, é fundamental termos estádio próprio, com participação nas receitas. Se não conseguir isso, o Fluminense pode partir para a construção de um.

E em que ponto estão essas conversas na esfera pública?

Ainda falta nos aproximarmos do governo do estado, mas isso pode ocorrer mais para frente. Vamos formalizar isso, são ideias que estamos trocando para rentabilizarmos os clubes de uma forma mais planejada no futuro.

Há alguma outra influência decorrente da falta de um estádio?

Temos o interesse de criar um novo programa de sócios, mas não termos um estádio fixo dificulta muito. Só lançaremos o programa quando definirmos isso. Não temos direito de errar.


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