Rafael Moura toma conta do jogo, Flu vence o Figueirense e encontra paz

Com dois gols e uma assistência, He-Man é decisivo em triunfo tricolor por 3 a 0, no Engenhão. Estreante Lanzini é surpresa e tem atuação destacada

Enfim, tempo de paz. Depois de dez dias de pressão, duas derrotas (América-MG e Grêmio) e protesto de torcedores pedindo a cabeça de Abel Braga, o Fluminense reencontrou o caminho da vitória – com direito a atuação de gala no segundo tempo. Em noite destacada do estreante Lanzini e, principalmente, de Rafael Moura, o Tricolor recebeu o Figueirense nesta quarta-feira, no Engenhão, e aplicou um convincente 3 a 0, pela 17ª rodada do Brasileirão.

Com uma assistência, dois gols e uma cabeçada na trave, o He-Man, que substituiu Fred, vetado por sentir dores musculares – com direito à faixa de capitão -, chamou o jogo para si e decidiu. Edinho, em bonito chute de fora da área, já havia aberto o placar. O triunfo deixa o Flu com 50% de aproveitamento (oito vitórias e oito derrotas), com 24 pontos, a oito do G-4. O próximo compromisso é diante do Vasco, domingo, às 18h (de Brasília), novamente no Engenhão.

Já o Figueirense estacionou nos 23 pontos. Os catarinenses até tiveram boa atuação, mas pararam na boa exibição de Diego Cavalieri e sucumbiram diante do segundo tempo avassalador do adversário. Sábado, a equipe tem mais um compromisso fora de casa, contra o Corinthians, às 18h, no Pacaembu.

Lanzini estreia e se destaca

Com cinco alterações, três no meio-campo, o Fluminense entrou no gramado com a obrigação de vencer tanto para aliviar a pressão do torcedor como para seguir sonhando com a parte de cima da tabela. Pela frente, porém, encontrou um Figueirense bem armado e que soube levar perigo nos vacilos da defesa tricolor. Com estratégias diferentes e bem definidas, catarinenses e cariocas até levaram perigo ao gol adversário na primeira etapa, mas não saíram do zero.

Encurtando os espaços já no campo ofensivo, o Figueirense dificultou a saída de bola do Flu desde os minutos iniciais. Com dois volantes de marcação, Edinho e Valencia, o Tricolor tinha dificuldade nos passes, demorava para se encontrar em campo e dava oportunidades para a dupla de ataque Somália e Julio Cesar assustar. A válvula de escape estava nas laterais, e foi por ali que, a partir dos 10 minutos, a equipe de Abel Braga encontrou espaços para respirar.

Mais uma vez bem em campo, como na derrota para o Grêmio, Carlinhos chamou o jogo e chegou até mesmo a balançar a rede, aos 13, em chute de direita. No meio do caminho, porém, Rafael Moura, em posição irregular, fez o corta-luz, e a arbitragem invalidou o lance. Surpresa na escalação, Lanzini, que estreou com a camisa tricolor e substituiu Souza, passou a encontrar espaços com a equipe já mais ofensiva e se destacou.

Com boas arrancadas, o argentino descolou bons passes e chutes. Foi o melhor em campo na primeira etapa. O domínio carioca, por sua vez, era colocado em risco nas bobeadas dos volantes e zagueiros. Em uma dessas, Elias desarmou Edinho e chutou forte para boa defesa de Diego Cavalieri, que garantiu o 0 a 0 na descida para o intervalo.

Flu volta com ‘fome’ e atropela

Com 45 minutos para mudar o clima nas Laranjeiras, o Fluminense voltou para o segundo tempo sem dar chance para o azar (nem para o Figueirense). Bastaram cinco minutos para o Tricolor atropelar e garantir a oitava vitória no Brasileirão. Aos três, Rafael Moura fez bem a jogada de pivô e rolou para Edinho. O volante bateu com força da entrada da área para abrir o placar: 1 a 0.

E o He-Man estava impossível. Dois minutos depois, ele aproveitou bobeada de João Paulo, arrancou em direção a área e teve calma para encher o pé no momento certo e ampliar. A desvantagem no placar fez o Figueira partir com tudo para o ataque. A avalanche quase deu certo: Somália, Julio Cesar, João Paulo e Juninho tiveram boas oportunidades, mas pararam em Diego Cavalieri, novamente em grande noite.

Com o adversário disposto a tudo pelo empate, o Flu passou a jogar com inteligência e explorar contra-ataques. Boas oportunidades foram desperdiçadas, até que, aos 23, Rafael Moura, mais uma vez, encontrou as redes. Mariano passou como um foguete pela direita e cruzou na medida na cabeça do He-Man, que saltou e testou firme no canto esquerdo de Wilson: 3 a 0.

A goleada fez com que o Figueirense praticamente abrisse mão do ataque para evitar um placar ainda maior. E não foi nada fácil. Rafael Moura estava em noite iluminada. Além dos dois gols e uma assistência, ele acertou a trave e finalizou outras quatro vezes. Deixou uma pulga atrás da orelha de Abel Braga para o clássico com o Vasco domingo. Com a volta de Fred, ele fica no time? A resposta, em quatro dias.

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