Davi Lucca nasce pé-quente, e Santos vence Flu em noite de Borges

Papai Neymar tentou homenagear o filho: driblou, correu, chapelou, mas não conseguiu o gol. O Tricolor apertou, mas o Peixe se segurou

Neymar vive um dia especial, com o nascimento do seu filho, Davi Lucca, que veio ao mundo com “ousadia e alegria” nesta quarta-feira, horas antes do confronto com o Fluminense. O papai bem que tentou homenagear o filho. Deu chapéus, dribles, elástico. Só não conseguiu o gol. Coube a Borges garantir o triunfo por 2 a 1, em jogo adiado da oitava rodada do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro. Marcou os dois gols santistas e se isolou na artilharia, com 12. De quebra, ele dedicou os gols aos seus gêmeos Mateus e Gabriel, que nascem em outubro. Azar do Fluminense, que batalhou, apertou, sufocou o Peixe, mas não conseguiu sequer o empate.

Com o resultado, o time da Vila Belmiro vai a 21 pontos e sobe para o 14º lugar. Já o Tricolor segue com 25, em nono. Essa é a primeira vez na competição que o Santos, campeão da Libertadores, consegue duas vitórias seguidas. Antes, havia batido o Bahia em Salvador, no domingo. Já o Fluminense acumula cinco derrotas consecutivas fora de casa.

O Peixe volta a campo pelo Brasileirão no domingo, contra o São Paulo, novamente na Vila Belmiro, às 16h. O Fluminense, por sua vez, joga às 18h de sábado, contra o Botafogo, no Engenhão. As duas partidas marcam a última rodada do primeiro turno.

Borges brilha

Neymar não fez um grande primeiro tempo. Mas o padrinho de Davi Lucca, Paulo Henrique Ganso, Arouca e, principalmente, Borges, estiveram em noite inspirada e empurraram o Santos para cima do Fluminense. Os visitantes entraram em campo mais preocupados em bloquear a entrada de sua área e em brecar Neymar. Digão foi destacado para vigiar o astro santista de perto. E não poupou botinadas, levando cartão amarelo.

Como o Fluminense tinha um muro à frente de sua zaga, o Santos tentou pelo alto e foi à rede, com Borges, aproveitando de cabeça um bom cruzamento de Elano. Bem posicionado, como sempre, o camisa 9 santista viu a bola passar por um monte de jogadores grandalhões. Nenhum conseguiu encostar nela, que parecia determinada a encontrar o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

O gol sofrido fez o time carioca sair mais para o ataque. O argentino Lanzini armava boas jogadas, procurando Fred ou Rafael Moura. O Tricolor começou a ameaçar e até carimbou o travessão, com Fred, em lance que a arbitragem anulou equivocadamente, alegando impedimento do atacante. Aliás, o árbitro Paulo Godoy de Bezerra teve uma atuação confusa: deixou de marcar faltas claras e apontou infrações inexistentes. Isso quando não inverteu marcações.

Quando o Santos parecia melhor, com Ganso ocupando bem os espaços às costas dos volantes adversários, o Fluminense empatou em sua jogada mais temida. Em bola levantada na área por Marquinho, Rafael Moura escorou. A desatenção da zaga alvinegra foi tamanha que He-Man disputou a bola com Fred.

Não houve, porém, tempo para comemoração tricolor. Logo em seguida, Arouca arrancou pelo meio, em sua jogada característica, invadiu a área e rolou para Borges dominar e colocar o Peixe na frente novamente. Foi o 12º gol em 15 partidas do camisa 9, que ultrapassa Ronaldinho Gaúcho, do Flamengo, que tem dez.

Tricolor aperta

O Fluminense começou o segundo tempo acuado, sem conseguir trocar passes, entregando a bola para o Santos, que rondava a área adversária com perigo. No entanto, foi nesse período inicial de domínio alvinegro que o Tricolor perdeu uma grande chance. Na verdade, mérito do lateral-direito Danilo, que se jogou e interceptou o arremate de Carlinhos em cruzamento de Mariano. O gol era certo, mas o ala alvinegro operou um milagre.

Aos poucos, o Fluminense foi tomando o domínio da partida das mãos do Santos. O técnico Abel Braga mexeu no ataque: trocou Fred por Rafael Sobis, fazendo o time ganhar em velocidade. O jogo mudou de lado, com o Peixe acuado. O goleiro Rafael via a bola passar de um lado para o outro e ainda fez duas grandes defesas, em chutes de Diogo e Rafael Sobis.

O Santos conseguiu se safar da blitz tricolor e passou a tocar a bola além da linha de meio de campo. Ainda passou alguns apuros em jogadas alçadas na área, mas também levou extremo perigo em contra-ataques. Arouca teve duas chances para marcar, livre, cara a cara com Cavalieri, mas desperdiçou.

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