Com gastroenterite, Cavalieri passa a ser dúvida para pegar o América-MG

Goleiro já está recuperado da gripe que o tirou de alguns treinos na semana, mas deixou o clube para fazer exames e não tem presença garantida no jogo

O técnico Abel Braga pode ganhar um desfalque de última hora para a partida do próximo sábado, contra o América-MG, às 19h (de Brasília), no Engenhão, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já recuperado da gripe que o tirou de alguns treinos da semana, o goleiro Diego Cavalieri reclamou de gastroenterite – infecção que atinge o sistema gastrointestinal – e deixou as Laranjeiras em direção à uma clínica particular para realizar exames. A tendência é que o camisa 12 siga direto para a concentração tricolor, mas sua participação diante do Coelho ainda depende do resultado dos exames.

Caso Cavalieri não tenha condições de jogo, Ricardo Berna será o substituto. O goleiro reserva não atua desde o dia 12 de junho, na derrota por 2 a 0 para o Corinthians, no Pacaembu, em partida que marcou a reestreia do técnico Abel Braga no comando do tricolor. Em 2010, no entanto, o arqueiro assumiu a posição a dez rodadas do fim do Brasileirão e foi um dos destaques na reta final da campanha do tricampeonato brasileiro.

Tirando a dúvida no gol, a escalação do Fluminense para enfrentar o Coelho já está definida. Com o retorno de Fred, que foi poupado na vitória sobre o Internacional, o Tricolor irá a campo com: Diego Cavalieri (Ricardo Berna), Mariano, Elivélton, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Valencia, Marquinho e Lanzini; Rafael Sobis e Fred.

Com 56 pontos, o Tricolor ocupa a terceira posição do Campeonato Brasileiro e pode até assumir a liderança já neste fim de semana. Para isso, o atual campeão precisa derrotar o América-MG no sábado e ainda torcer por tropeços de Corinthians e Vasco, que enfrentam Atlético-PR e Botafogo, respectivamente, no domingo.

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Ainda com dores na costela, Diego Cavalieri é poupado do treinamento

Goleiro tricolor, que se chocou com um jogador do Santos no sábado, correu ao redor do campo e fez tratamento intensivo no vestiário das Laranjeiras

diego cavalieri fluminense laranjeiras (Foto: Edgard Maciel de Sá / GLOBOESPORTE.COM)

Já pensando no Flamengo, adversário do próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão, pela 28ª do Campeonato Brasileiro, o elenco do Fluminense se reapresentou na manhã desta terça-feira, nas Laranjeiras, para dar início à preparação para o clássico. A ausência ficou por conta do goleiro Diego Cavalieri. Ainda com dores na costela graças a um choque na vitória do último sábado, sobre o Santos, em Volta Redonda, o camisa 12 deu apenas algumas voltas ao redor do gramado, fez cara de dor e depois seguiu para o vestiário, onde iniciou o tratamento intensivo no local.

Segundo o departamento médico do Fluminense, o exame de tomografia computadorizada realizado no último domingo não apontou fratura ou fissura na costela do goleiro. Como ainda faltam cinco dias para o clássico, Cavalieri não deve ser problema para enfrentar o Flamengo.

O restante do grupo se dividiu entre a academia do clube e um leve trabalho físico. Apenas Diogo, Valencia e Rafael Moura fizeram um trabalho específico mais puxado sob o comando do preparador físico Marcelo Chirol.

O técnico Abel Braga, no entanto, será obrigado a fazer alterações na equipe em relação à escalação que começou a partida contra o Peixe. Na zaga, Digão está suspenso, e Márcio Rosário deve ficar com a vaga de titular. Já Fred, convocado para os amistosos da Seleção contra Costa Rica e México, também está fora do clássico. Rafael Moura será o substituto.

Líder do segundo turno com seis vitórias nos últimos oito jogos, o Fluminense ocupa a quinta posição do Campeonato Brasileiro, com 44 pontos.

De olho em arrancada, Cavalieri alerta: ‘Temos que agir rapidamente’

Goleiro lembra que tempo é cada vez mais curto para que o Flu busque as primeiras posições e cobra regularidade ausente no primeiro turno

Nas Laranjeiras, ninguém ainda jogou a toalha e a esperança em uma arrancada que leve o Fluminense ao topo da tabela no segundo turno permanece viva. Todos sabem, porém, que a volta por cima deve começar o quanto antes. Sendo assim, uma vitória diante do São Paulo, nesta quarta-feira, mesmo fora de casa, se tornou emergencial. Titular no gol tricolor, Diego Cavalieri é precavido ao comentar o peso de um triunfo no Morumbi na campanha de recuperação, mas deixa claro que já passou da hora de dar esse primeiro passo.

– Começa agora o segundo turno e o tempo fica mais curto. Temos que agir rapidamente. Não podemos pensar que uma vitória será o divisor de águas. Estamos focados neste jogo, mas buscamos uma sequência.

Com 25 pontos, o Fluminense terminou o primeiro turno na modesta 11ª colocação e não conseguiu emplacar sequer uma série maior do que duas vitórias consecutivas. Os altos e baixos constantes perturbam Cavalieri, que ressalta a importância da regularidade em uma disputa por pontos corridos. O goleiro, por outro lado, analisa que somente no revés por 3 a 0 para o América-MG sua equipe demonstrou futebol abaixo da crítica.

– É preciso uma regularidade. O perde e ganha é muito grande. Os resultados não estão aparecendo e as cobranças aumentam. Só contra o América-MG estivemos abaixo do esperado.

O próximo compromisso do Flu não é nada fácil. Terceiro colocado, com 35 pontos, o São Paulo pode terminar a rodada até mesmo na liderança da competição. Para aprontar no Morumbi, o arqueiro tricolor cobra dedicação máxima aos seus companheiros.

– É sempre complicado jogar contra o São Paulo no Morumbi. Nesse Brasileirão, todo jogo é assim. Temos que estar organizados e ter um bom volume de jogo. Precisamos vencer, a entrega tem que ser total.

Fluminense e São Paulo se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Morumbi, pela 20ª rodada do Brasileirão. No primeiro turno, na estreia na competição, os paulistas venceram por 2 a 0, em São Januário, gols de Dagoberto e Lucas.

Berna resume a expectativa tricolor: ‘Com Abel será muito mais fácil’

Goleiro do Fluminense lembra a saída de Muricy Ramalho, elogia Enderson Moreira e diz que experiência de ficar sem um treinador não foi fácil

Foram exatos 71 dias. Em 21 de março, Enderson Moreira assumia a equipe tricolor para um grande desafio: arrumar a casa após a saída do técnico Muricy Ramalho e fazer a transição até a chegada de Abel Braga. Nesta terça-feira, o interino comandou o treino pela última vez. À noite, Leomir, ex-jogador do Fluminense e auxiliar de Abel, chega ao Brasil e já estará presente na atividade desta quarta para dar início ao trabalho do novo treinador e fim a um período de incertezas nas Laranjeiras. Um dos líderes do elenco, o goleiro Ricardo Berna acha que tudo será mais fácil daqui para a frente.

– Muito já foi falado sobre estabilidade. É um novo planejamento a partir de agora. Tivemos de nos reestruturar após mudanças políticas, de cargo, no comando do time… Perdemos um grande treinador, mas conseguimos outro do mesmo nível. Para nós ficou a experiência de ter passado por tudo isso e saber lidar com essas situações. Não foi um período fácil. Tomamos muita porrada e aguentamos firmes. Agora temos o Brasileiro para mostrarmos que somos capazes. Com o Abel, esse caminho vai ser muito mais fácil e prazeroso – disse.

Em 12 jogos, Enderson conquistou sete vitórias, dois empates e três derrotas, com um aproveitamento de 63%. Apesar das eliminações no Campeonato Carioca e na Libertadores, o trabalho do auxiliar técnico permanente do clube foi elogiado por Berna.

– Foi um longo período. Em muito pouco tempo, um cara com a função de interino como Enderson teve a oportunidade de iniciar um trabalho em um clube grande. Ele passou por muitas experiências que muita gente não teve ainda. Acho que isso acrescentou muito ao lado pessoal e profissional dele. Enderson sai do comando do time com o currículo valorizado e com uma grande bagagem – resumiu.

Com três pontos e ocupando a 12ª posição no Campeonato Brasileiro, o Fluminense volta a campo no próximo sábado, às 18h30 (de Brasília), para enfrentar o Cruzeiro, no Engenhão, pela segunda rodada da competição.

FH: ‘A vitória dá moral a todo o nosso grupo’

Goleiro foi ums dos grandes responsáveis pela vitória tricolor


O goleiro está com moral com a torcida (Crédito: Cléber Mendes)

A vitória por 1 a 0, contra o Santos, em plena Vila Belmiro, deixou os tricolores muito animados. O goleiro Fernando Henrique foi um dos grandes responsáveis pelo resultado positivo e, depois de grandes defesas, vem se firmando jogo a jogo com a camisa 1 da equipe das Laranjeiras. Ele conhece o impacto de um resultado como estes.

– A vitória de hoje dará moral a todo o grupo. O time do Santos é um dos favoritos ao título e ganhar de times fortes, como é o caso da equipe deles, nos motiva muito. Temos trabalhado muito no dia-a-dia, com os pés no chão, para que resultados como esse apareçam e, graças a Deus, temos sido recompensados por isso – disse, elogiando a força da equipe:

– Nosso grupo é muito forte e vamos tirar proveito disso para conseguir ainda mais triunfos na sequência do Brasileirão.

Sérgio Corrêa garante que ‘paradinha’ não contraria regra

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (CONAF), Sérgio Corrêa, afirmou nesta manhã, em entrevista ao programa Redação Sportv, que a já tradicional “paradinha” nas cobranças de pênaltis não contraria a regra, a não ser que o jogador passe os pés sobre a bola antes do chute. O lance aconteceu novamente neste domingo, no gol de Alan Bahia, do Atlético-PR, contra o Palmeiras, na Arena da Baixada.

– O ato de fintar é permitido pela regra. Está nas diretrizes para árbitros, os jogadores têm direito de fazer isso. O jogador só não pode passar o pé sobre a bola. Nós não inventamos (regra), nós não criamos. Além disso, o goleiro tem o direito de dar um passo para impulso, mas também não pode exagerar.

Corrêa comentou ainda as recomendações dadas pelo árbitro Cléber Wellington Abade ao cobrador na partida entre Palmeiras e Portuguesa, na última semana.

– Nós conversamos com ele. Não cabe ao árbitro dar uma informação ao jogador naquele momento. Lamentavelmente, um árbitro experiente dá uma informação equivocada e cria uma polêmica onde não existe polêmica – concluiu.

Fonte: Globo Esporte

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